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Conexões via satélite ampliam risco de ataques cibernéticos a navios

Sumário

A expansão da conectividade a bordo trouxe ganhos operacionais para a navegação, mas também abriu novas portas para ataques cibernéticos.

Sistemas ligados à internet por satélite estão se tornando um dos principais pontos de vulnerabilidade dos navios comerciais.

Dados da empresa de segurança marítima Cydome, divulgados pelo Financial Times, mostram que dispositivos conectados por satélite estiveram envolvidos em 22% dos ataques cibernéticos marítimos registrados em 2025. Um ano antes, a participação era de apenas 3%.

Ameaças

Esses equipamentos funcionam como ligação entre os sistemas de bordo e redes externas. Quando não são atualizados ou configurados adequadamente, podem permitir o acesso de criminosos a dados operacionais e redes internas. Entre as ameaças estão roubo de informações, paralisação de comunicações e ataques de ransomware.

O risco aumenta à medida que os navios incorporam automação, inteligência artificial e sistemas conectados para controlar manutenção, carga e navegação.

Mesmo quando os equipamentos responsáveis pela propulsão não estão diretamente expostos à internet, uma invasão pode comprometer informações necessárias para a tomada de decisão da tripulação.

Um dos casos recentes citados envolve o petroleiro VL Prosperity, que enfrentou cerca de 30 horas de interrupção nas comunicações durante uma passagem pelo Estreito de Gibraltar, em agosto.

Autoridades norte-americanas acompanharam a verificação dos sistemas da embarcação diante da suspeita de ataque cibernético.

A difusão de serviços como a Starlink também ampliou o número de equipamentos conectados dentro dos navios.

A tecnologia melhora o acesso à internet para tripulantes e operações, mas exige separação entre as redes de uso pessoal e os sistemas essenciais da embarcação.

O avanço das ameaças indica que a digitalização precisa ser acompanhada por inventário de dispositivos, atualizações de segurança e protocolos de resposta.

Em um setor no qual cada hora de paralisação pode gerar custos elevados, a proteção das conexões por satélite deixou de ser apenas uma questão de tecnologia e passou a fazer parte da segurança operacional.

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