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Furacão paralisa plataformas no Golfo do México e reforça pressão sobre o petróleo

A paralisação de parte da produção de petróleo no Golfo do México, diante da aproximação do furacão Isaias, ampliou as preocupações com o abastecimento internacional. Na quinta-feira, 8 de outubro, o contrato do Brent para dezembro fechou em alta de 4,07%, a US$ 104,28 por barril. O movimento também refletiu a intensificação dos ataques no Oriente Médio e os riscos à infraestrutura energética da região, segundo informações do Money Times.

No Golfo do México, empresas adotaram medidas preventivas, com retirada de trabalhadores e suspensão de atividades em instalações marítimas. Segundo reportagem da Reuters publicada na quarta-feira (7), aproximadamente 25% da produção de petróleo da região havia sido interrompida, o equivalente a 511,6 mil barris por dia. Na produção de gás natural, a suspensão alcançava cerca de 16,4% do total regional.

Shell e Chevron estavam entre as companhias que reduziram suas atividades offshore. O Isaias se tornou o primeiro furacão da temporada de 2026 no Atlântico e, conforme as informações divulgadas na quinta-feira, avançava em direção à costa norte do Golfo, com expectativa de fortalecimento durante o percurso.

Riscos de interrupção

A preocupação do setor energético envolve tanto as plataformas em alto-mar quanto as instalações de refino em terra. A trajetória prevista atravessava áreas relevantes para a produção e o processamento de petróleo e gás dos Estados Unidos, criando riscos de interrupção em diferentes etapas do abastecimento.

Ao mesmo tempo, as tensões no Oriente Médio acrescentaram pressão às cotações. O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, também encerrou a quinta-feira em alta: o contrato para novembro avançou 3,63%, para US$ 91,49 por barril. A combinação de ameaças climáticas e geopolíticas aumentou a incerteza sobre a disponibilidade da commodity.

Para a cadeia offshore, o episódio evidencia como a segurança das equipes e a continuidade da produção dependem das condições meteorológicas. A dimensão das paralisações já registradas mostra que um fenômeno regional pode retirar volumes expressivos do mercado, enquanto ameaças simultâneas em outras áreas produtoras reforçam a pressão sobre os preços internacionais.

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