O navio de cruzeiro Mein Schiff 7, operado pela TUI Cruises, recebeu recentemente 25 metros cúbicos de metanol produzido a partir de matérias-primas renováveis durante uma operação demonstrativa na Alemanha. O teste teve como objetivo avaliar a segurança e a viabilidade do abastecimento em condições reais.
Entregue em 2024, o navio de 115 mil toneladas de arqueação bruta foi projetado com preparação para o uso futuro de metanol. Atualmente, a embarcação ainda utiliza diesel marítimo de baixo teor de enxofre em seu sistema de propulsão.
No teste, o combustível foi fornecido pela MB Energy e transferido por meio de um caminhão operado pela Johs. Martens. A operação ocorreu com cerca de 2,9 mil passageiros a bordo e enquanto outras atividades eram realizadas simultaneamente no cais.
Utilização nas caldeiras
Segundo informações do The Maritime Executive, o metanol recebido será utilizado principalmente nas caldeiras do navio, e não em seus motores de propulsão. A distinção é importante porque a demonstração validou procedimentos de entrega e manuseio, mas ainda não representou uma viagem comercial movida pelo combustível renovável.
A MB Energy está adaptando sua infraestrutura de armazenamento em Hamburgo-Blumensand para receber volumes maiores de metanol e amônia de menor emissão. Hamburgo e Kiel deverão funcionar como os principais centros de distribuição da companhia no norte da Alemanha.
Outras empresas de cruzeiros também estudam o metanol. Novos navios vêm sendo projetados com motores capazes de utilizar mais de um combustível, enquanto algumas companhias avaliam a conversão de embarcações existentes.
O avanço da tecnologia depende da criação de uma rede de produção, armazenamento e abastecimento nos portos visitados. Sem disponibilidade regular de metanol renovável, navios tecnicamente preparados continuarão utilizando combustíveis convencionais. Por isso, a transição dos cruzeiros exige que investimentos nas embarcações ocorram em paralelo à adaptação da infraestrutura portuária.






