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Semana do Pescado busca transformar consumo ocasional em hábito no Brasil

A Semana do Pescado 2026 está mobilizando diferentes setores da cadeia produtiva para ampliar o consumo de peixes, crustáceos e moluscos no Brasil. Realizada entre os dias 1º e 15 de setembro, a campanha reúne ações relacionadas à alimentação, à gastronomia, à diversidade de espécies e à formação de hábitos de consumo.

O planejamento do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) está organizado em quatro eixos: saúde, curiosidade, prazer e hábito. Uma das iniciativas previstas é a campanha “Sexta é dia de peixe”, criada para associar o pescado a um dia da semana e estimular sua presença regular na alimentação, inclusive depois do encerramento da mobilização.

Peixarias e mercados também devem receber fichas informativas com características sensoriais de diferentes espécies. A proposta é facilitar a escolha dos consumidores, que muitas vezes concentram as compras em poucos produtos por desconhecerem outras opções disponíveis.

Diversidade regional

A diversidade regional ocupa espaço na programação. Eventos gastronômicos devem valorizar espécies e preparos associados às culturas locais, como o tambaqui na Região Norte, a tainha em Santa Catarina e a anchova no Rio Grande do Sul.

A campanha também aborda a inclusão do pescado na alimentação escolar. Além de proteínas, esses alimentos podem fornecer ácidos graxos ômega-3, vitaminas A, D e do complexo B e minerais como cálcio, fósforo, ferro, zinco e selênio.

Desde abril de 2026, a nota fiscal passou a ser aceita como documento comprobatório da origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura. O documento deve apresentar informações como o Registro Geral da Atividade Pesqueira, a espécie, a quantidade comercializada e a identificação sanitária do estabelecimento de destino.

A mobilização inclui representantes da produção, da indústria, do comércio, de restaurantes e de supermercados. O desafio, entretanto, está em converter uma campanha de duas semanas em demanda permanente. Para isso, a ampliação do consumo precisa vir acompanhada de oferta regular, rastreabilidade, conservação adequada e preços competitivos ao longo de todo o ano.

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