Pesquisadores da Universidade RMIT, na Austrália, desenvolveram uma estrutura de titânio leve, resistente e capaz de flutuar mesmo após sofrer danos. O material poderá ser utilizado futuramente em boias, sensores, píeres e outras instalações marítimas.
A solução consiste em uma treliça fabricada por impressão 3D, formada por hastes ocas de titânio conectadas entre si e preenchidas com espuma. A estrutura combina a resistência do metal com espaços internos que mantêm sua capacidade de flutuação.
Nos testes mecânicos, o material apresentou resistência 70% superior à do aço inoxidável e do polietileno de alta densidade quando comparados na mesma densidade total. Esses materiais são amplamente utilizados em componentes expostos ao ambiente marinho.
Ensaios com água natural
A estrutura também passou por ensaios com água natural da Baía de Port Phillip, em Melbourne. Após duas semanas de imersão, perdeu 0,15% de sua massa e apresentou redução de menos de 1% na resistência.
Os pesquisadores danificaram conexões e romperam uma camada inteira da treliça durante os testes. Mesmo nessas condições, o material continuou flutuando, característica importante para equipamentos que precisam permanecer recuperáveis depois de colisões ou falhas.
Apesar dos resultados iniciais, a aplicação em larga escala ainda dependerá de testes prolongados de corrosão, fadiga e exposição ao ambiente oceânico. O titânio e a impressão 3D também possuem custos superiores aos de materiais convencionais. A inovação poderá avançar primeiro em sensores, equipamentos offshore e estruturas críticas nas quais durabilidade e segurança compensem o investimento mais elevado.






