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Tilápia brasileira aposta em filés congelados para conquistar novos mercados externos

A piscicultura brasileira pretende ampliar sua presença internacional com as exportações de filés congelados de tilápia. A estratégia busca aproveitar a capacidade produtiva e industrial do país para alcançar compradores e ampliar as possibilidades de distribuição do pescado.

Segundo informações do setor publicadas pela CNN Brasil, o país ocupa a quarta posição mundial na produção de tilápia. Em 2025, a produção brasileira de peixes de cultivo, considerando o conjunto das espécies, ultrapassou 1 milhão de toneladas.

Estados Unidos e Canadá estão entre os principais destinos da tilápia brasileira, especialmente no segmento de filés frescos. A aposta no produto congelado amplia as alternativas comerciais, mas exige adaptação dos processos às condições de cada mercado.

Obstáculos

Entre os obstáculos apontados pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) estão custos logísticos, exigências sanitárias, procedimentos regulatórios e licenciamento. A entidade destaca que tecnologia e escala produtiva precisam ser acompanhadas de adequação aos protocolos dos compradores.

Para a logística de exportação, a expansão reforça a importância do controle de temperatura em toda a cadeia. A competitividade do filé congelado depende da integração entre processamento, armazenagem, transporte e entrega ao cliente.

Quando houver utilização da via marítima, o planejamento precisará considerar disponibilidade de contêineres refrigerados, frequência de serviços e tempo de trânsito. A avaliação comercial deve incorporar esses custos desde a negociação.

O avanço das exportações poderá movimentar serviços de armazenagem e comércio exterior. Para consolidar essa oportunidade, o setor precisará combinar regularidade de oferta, qualidade do produto e capacidade de cumprir as condições contratadas.

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