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Aquicultura do Nordeste alcança R$ 5,6 bi em valor de produção

A aquicultura do Nordeste alcançou R$ 5,6 bilhões em valor da produção em 2025, crescimento nominal de 15,7% em relação ao ano anterior.

Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram a importância do cultivo de camarões, peixes e moluscos para a economia regional. O indicador representa o valor dos produtos gerados, sem equivaler ao lucro dos produtores.

A criação de camarões, conhecida como carcinicultura, respondeu por aproximadamente R$ 3,6 bilhões. O Nordeste produziu 171,9 mil toneladas do crustáceo, alta de 18,3%, e concentrou 99,7% da produção brasileira. O resultado evidencia o peso da região no abastecimento desse mercado.

O Ceará liderou o valor da aquicultura nordestina, com cerca de R$ 2,3 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 1,93 bilhão vieram do camarão. Na piscicultura, a região produziu 130,3 mil toneladas, avanço de 2,8%. A tilápia representou 68,3% do volume de peixes cultivados, somando aproximadamente 89 mil toneladas.

Ostras ampliam espaço na produção regional

O cultivo de ostras também apresentou expansão. A produção nordestina chegou a 683,6 toneladas em 2025, crescimento de 81,9%, enquanto seu valor passou de R$ 7,5 milhões para R$ 15,1 milhões. Em Itapissuma, em Pernambuco, o volume alcançou 300 toneladas, alta de 135,3%.

Embora tenha escala menor que a carcinicultura, a atividade amplia a diversidade da aquicultura regional. Seu avanço abre espaço para fortalecer cadeias locais de beneficiamento e comercialização, desde que acompanhado por controle sanitário e condições adequadas de conservação do produto.

Crescimento exige estrutura e acesso ao mercado

Para a economia do mar, os resultados reforçam a importância de olhar além do cultivo. A capacidade de transformar produção em renda depende também de processamento, transporte refrigerado e acesso a compradores. O aumento do valor produzido, por si só, não permite concluir que houve melhora equivalente na rentabilidade dos empreendimentos.

A expansão traz, portanto, uma agenda de infraestrutura e organização comercial. Aproximar produtores de mercados consumidores e ampliar o beneficiamento na própria região são caminhos para que uma parcela maior do valor gerado permaneça nos polos produtivos nordestinos.

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