A South Atlantic Potash (SAP) desenvolve um projeto de pesquisa mineral na costa de Sergipe que poderá receber investimentos superiores a R$ 5 bilhões.
A proposta busca explorar depósitos de silvinita, rocha utilizada na produção de cloreto de potássio para fertilizantes.
Segundo informações do Governo de Sergipe, a empresa possui aproximadamente 189 mil hectares autorizados para pesquisa e identificou nove alvos exploratórios na região do Baixo Mosqueiro.
Produção
A produção pretendida é de até dois milhões de toneladas anuais de cloreto de potássio. O volume representa uma projeção, condicionada ao dimensionamento dos recursos e à viabilidade do empreendimento.
A alternativa estudada é a lavra por dissolução, com acesso aos depósitos por poços e posterior processamento da solução mineral obtida.
A localização no mar acrescenta exigências ao planejamento. Além de demonstrar a possibilidade de recuperar o mineral, será necessário definir como integrar extração, processamento e transporte, considerando as condições de operação e a infraestrutura necessária para levar o produto ao mercado.
O projeto ainda depende de sondagens, definições de engenharia, licenciamento ambiental e estruturação financeira. Entre os pontos de avaliação estão consumo de água e energia, integridade dos poços e gerenciamento de efluentes.
Caso avance, a iniciativa poderá gerar demanda por serviços marítimos, logística, manutenção e engenharia. A produção também poderá ampliar as alternativas de abastecimento do agronegócio, hoje dependente de fornecedores internacionais.
A contribuição para o abastecimento brasileiro dependerá, porém, do custo total do fertilizante entregue aos compradores. Preços internacionais, despesas de processamento e distribuição precisarão entrar nessa avaliação.
A existência do depósito é o ponto de partida de um empreendimento cuja competitividade ainda terá de ser demonstrada.






