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Atrasos na Fiol 2 levam TCU a cobrar plano emergencial de recuperação das obras

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Infra S.A. cobre da TCE Engenharia um plano emergencial para recuperar trechos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2), na Bahia.

A decisão, aprovada por unanimidade na quarta-feira, 14 de outubro, estabelece prazo de 30 dias, contado da publicação do acórdão, para a estatal exigir o documento.

A fiscalização analisou um contrato de R$ 365,2 milhões, firmado em abril de 2024 para concluir serviços remanescentes. Em março de 2026, a execução financeira estava em 17,77%, diante dos 93,14% previstos para aquele momento. Já haviam transcorrido 22 dos 26 meses inicialmente destinados aos trabalhos.

A auditoria apontou problemas de conservação da plataforma ferroviária, além do descumprimento do cronograma.

O lote fiscalizado integra a ligação entre Caetité e Barreiras, parte do projeto de escoamento de cargas pelo litoral baiano.

Entraves na execução

Segundo a reportagem do Poder360, o tribunal identificou limitações operacionais da construtora, falhas em projetos e dificuldades fundiárias e ambientais.

A Infra S.A. firmou um Compromisso de Ajustamento de Conduta com novas metas e penalidades. O TCU não determinou a rescisão contratual.

Conexão com o Porto Sul

A relevância da obra para a economia do mar está na integração entre ferrovia e porto. O relatório de auditoria aponta que a conexão da Fiol 2 com a Fiol 1 permitirá encaminhar cargas agrícolas da região de Barreiras ao futuro Porto Sul, em Ilhéus. O projeto também contempla o transporte de minério de ferro de Caetité.

Do ponto de vista logístico, os atrasos ampliam a incerteza sobre a disponibilidade dessa rota para produtores e exportadores.

A recuperação de um lote é necessária, mas o funcionamento do corredor depende da entrega dos demais segmentos e da infraestrutura portuária.

Essa interdependência é ressaltada pela própria auditoria: a operação do corredor exige a conclusão das ligações ferroviárias e infraestrutura competitiva para grãos no Porto Sul.

Para o comércio exterior, portanto, o resultado dependerá da coordenação entre os investimentos que levam a carga do interior até o embarque marítimo.

 

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