A Marinha do Brasil iniciou a 45ª Operação Antártica com a partida dos navios Almirante Maximiano e Ary Rongel, em 4 de outubro, da Base Naval da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro.
De acordo com a Agência Marinha de Notícias, mais de 200 militares e pesquisadores participam da missão, com retorno previsto para abril de 2027.
A operação dará apoio a 29 projetos científicos, três a mais que na edição anterior. A estrutura integra o Programa Antártico Brasileiro, coordenado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar.
Equipes, equipamentos e suprimentos
Os navios transportarão equipes, equipamentos e suprimentos, além de apoiar as atividades da Estação Antártica Comandante Ferraz. Entre as pesquisas estão estudos sobre os efeitos do ambiente polar na fisiologia e no desempenho cognitivo de pessoas submetidas a longos períodos de isolamento.
Para a missão, o Almirante Maximiano passou por aproximadamente cinco meses de manutenção. O Ary Rongel participa pela 33ª vez consecutiva das atividades brasileiras na Antártica. A preparação também envolve o acompanhamento meteorológico das travessias, incluindo a Passagem de Drake, entre a América do Sul e a Península Antártica.
A operação evidencia a dependência entre pesquisa científica e capacidade logística. Em um ambiente distante e de difícil acesso, a existência de projetos e equipes precisa ser acompanhada de meios para transportar pessoas, manter equipamentos e sustentar as atividades de campo durante meses.
A continuidade das campanhas também tem dimensão estratégica. Segundo a Marinha, a produção científica substancial está associada à condição brasileira de membro consultivo do Tratado da Antártica.
Dessa forma, o apoio naval contribui tanto para a investigação científica quanto para a participação do país nas discussões sobre o continente.






