O Grupo Náutica apresentou recentemente o projeto do JAQ H2, embarcação de 50 metros concebida para produzir hidrogênio a bordo a partir da água do mar.
A proposta foi divulgada durante o São Paulo Boat Show 2026 e tem conclusão estrutural e primeira ida ao mar previstas para 2027.
O sistema deverá captar e dessalinizar a água antes de encaminhá-la a um eletrolisador, equipamento que separa hidrogênio e oxigênio.
Célula a combustível
O hidrogênio produzido será utilizado em uma célula a combustível para gerar eletricidade destinada aos sistemas da embarcação e à propulsão.
O projeto também prevê atividades de pesquisa oceanográfica, apoio a mergulho profundo e uso de veículos submarinos operados remotamente.
Assim, o barco deverá reunir funções de demonstração tecnológica e coleta de informações sobre o ambiente marinho.
A produção embarcada integra uma etapa de desenvolvimento prevista pelos responsáveis para 2027.
A autonomia anunciada, porém, ainda precisa ser demonstrada em condições reais de navegação.
A água funciona como matéria-prima: sua transformação em hidrogênio exige energia elétrica. Por isso, a avaliação ambiental e econômica do sistema depende também da origem dessa eletricidade e da eficiência de cada etapa. Não se trata de gerar energia apenas com água.
A produção de hidrogênio a bordo já tem precedentes internacionais. O francês Energy Observer, lançado em 2017, combina fontes renováveis com hidrogênio produzido por eletrólise da água do mar.
Para o projeto brasileiro, o próximo marco será comprovar o desempenho da solução e sua adequação às atividades previstas.






