A Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM) e a Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) promoveram uma programação conjunta durante o Rio Ocean Week 2026.
As atividades ocorreram entre 17 e 20 de setembro, em diferentes espaços culturais da capital fluminense.
Considerado pelos organizadores o maior festival de cultura oceânica da América Latina, o evento ocupou o Museu Naval, o Espaço Cultural da Marinha e o Museu do Amanhã.
Amazônia Azul
A proposta foi aproximar instituições públicas, universidades, pesquisadores, estudantes e a sociedade das discussões sobre o oceano, o patrimônio cultural marítimo e a Amazônia Azul.
Nos dias 17 e 18, o Pátio D’Armas do Museu Naval recebeu uma mostra com projetos, laboratórios e programas de extensão da Faculdade de Oceanografia da UERJ.
Também participaram iniciativas da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, conhecida como RESEX de Itaipu.
Os trabalhos apresentados abordaram a conservação dos ecossistemas marinhos e o uso sustentável dos recursos do oceano. A programação incluiu ainda uma apresentação do Coral Altivoz da UERJ e uma série de entrevistas e debates do projeto MARéTUDO.
Economia Azul esteve entre os temas debatidos
Um dos destaques foi o painel “Desafios e Oportunidades da Economia Azul no Estado do Rio de Janeiro”. O encontro reuniu especialistas de universidades, instituições públicas, centros de pesquisa e empresas para discutir atividades econômicas ligadas ao oceano e os caminhos para conciliá-las com a conservação ambiental.
O auditório do Museu Naval também recebeu palestras sobre baleias e golfinhos encontrados no litoral fluminense. Outra apresentação tratou da sustentabilidade e da necessidade de fortalecer a relação entre a sociedade e o ambiente marinho.
Em 19 de setembro, o Museu do Amanhã exibiu o documentário “Vital: memórias que não naufragaram”. A sessão foi seguida de um debate com oficiais especializados da DPHDM.
Ao longo dos quatro dias, o Espaço Cultural da Marinha manteve visitação gratuita aos meios navais transformados em museus e ao Navio Nave Santa Maria. O público também pôde conhecer uma estrutura interativa inflável do Projeto Baleia Jubarte.
Segundo a capitão de fragata Renata Rocha, a programação contribuiu para levar a cultura oceânica ao público e divulgar iniciativas voltadas à preservação dos oceanos. As atividades também aproximaram a população do trabalho técnico e cultural desenvolvido pela Diretoria.

O público também pôde interagir com oficinas práticas e exposições de organismos bioindicadores no laboratório de ecotoxicologia com a Oficina do Ouriço do Mar, além de conferir pesquisas sobre cetáceos e ecologia marinha no Laboratório MAQUA.
Entre os destaques da exposição estiveram iniciativas voltadas à divulgação científica e à educação ambiental, como o PRODIV (com o concurso de fotografia “Olhares da Vida para o Oceano”, chancelado pela UNESCO), o Programa Tartaruga Viva (em parceria com a Eletronuclear para conservação na Costa Verde) e o programa de extensão Universidade do Mar (UniMAR) com o projeto Costão. O público também pôde interagir com oficinas práticas e exposições de organismos bioindicadores no laboratório de ecotoxicologia com a Oficina do Ouriço do Mar, além de conferir pesquisas sobre cetáceos e ecologia marinha no Laboratório MAQUA.
A edição reforçou o papel dos museus, universidades e instituições marítimas na disseminação do conhecimento sobre o oceano. Essa aproximação ajuda a ampliar a consciência marítima e a tornar os debates sobre a Economia Azul mais acessíveis à sociedade.
Com informações da DPHDM






