A movimentação de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz caiu para apenas duas embarcações na segunda-feira, 21 de setembro, de acordo com dados preliminares de rastreamento marítimo.
O número representa uma redução expressiva em relação aos níveis anteriores ao conflito. Antes da escalada militar iniciada em fevereiro, cerca de 125 grandes navios comerciais passavam diariamente pela região, incluindo petroleiros, transportadores de gás, graneleiros e porta-contêineres.
As duas embarcações identificadas foram um navio Supramax com bandeira do Panamá e um graneleiro com bandeira da Libéria. Os dados não incluem navios que eventualmente realizaram a travessia com o sistema automático de identificação desligado.
Ormuz antes dos conflitos
A redução ocorre em uma das passagens marítimas mais importantes do mundo. Antes do conflito, Ormuz concentrava aproximadamente 20% do abastecimento diário global de petróleo e gás natural liquefeito.
A insegurança afeta não apenas o volume transportado. O risco de ataques eleva os custos de seguros, reduz a disponibilidade de embarcações e pode exigir operações de transferência de carga ou mudanças nas rotas de exportação.
Para países importadores, a consequência pode aparecer nos preços da energia e nos custos logísticos. Para armadores e operadores, o desafio é decidir entre atravessar uma área de risco, aguardar condições mais seguras ou buscar rotas alternativas.
A crise mostra como um corredor marítimo relativamente estreito pode influenciar mercados distantes. O funcionamento de Ormuz tornou-se determinante para a estabilidade do transporte de energia e para o equilíbrio das cadeias globais.
Com informações da Reuters






