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Frete marítimo volta a se aproximar dos recordes da pandemia

O custo do transporte marítimo de contêineres voltou a subir com força e pode alcançar níveis próximos aos recordes registrados durante a pandemia.

A combinação entre o encarecimento do combustível naval, conflitos em áreas estratégicas e aumento da demanda antes do feriado da Semana Dourada chinesa pressiona as principais rotas do comércio internacional.

Segundo dados reunidos pela Reuters, a tarifa spot para transportar um contêiner de 40 pés da China até a Costa Leste dos Estados Unidos chegou a US$ 10.948.

Valor se aproxima do recorde

O valor é mais de quatro vezes superior ao observado antes da atual escalada e se aproxima do recorde de US$ 11.900 registrado em janeiro de 2022.

O Índice Mundial de Contêineres da consultoria Drewry também mostrou avanço. Na rota entre Xangai e Nova York, o preço subiu 7% em uma semana, para US$ 10.394 por contêiner.

Embora as consultorias utilizem metodologias diferentes, os levantamentos indicam a mesma tendência de alta.

Parte da pressão vem do combustível utilizado pelos navios. O preço global do bunker alcançou US$ 901,50 por tonelada, acompanhando a valorização do petróleo e as dificuldades enfrentadas pelas cadeias de abastecimento.

Armadores como MSC, Maersk, Cosco e CMA CGM passaram a aplicar sobretaxas para compensar o aumento dos custos operacionais.

O movimento ocorre em um período de concentração de embarques antes do feriado chinês, quando fábricas e centros logísticos do país reduzem suas atividades.

A procura por espaço nos navios tende a aumentar justamente quando as empresas de navegação enfrentam rotas mais longas e despesas maiores.

Se a escalada continuar, os efeitos não ficarão restritos às companhias marítimas. Fretes mais caros elevam o custo de mercadorias importadas e pressionam cadeias produtivas que dependem de insumos estrangeiros.

O cenário mostra como combustível, disponibilidade de navios e segurança das rotas voltaram a determinar o preço final do comércio global.

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