Portugal recebe até 25 de setembro o REPMUS 2026, considerado o maior exercício internacional dedicado à robótica e aos sistemas marítimos não tripulados.
A programação começou em 31 de agosto e reúne forças militares, universidades e empresas de tecnologia.
A sigla REPMUS corresponde a Robotic Experimentation and Prototyping with Maritime Unmanned Systems. Organizado pela Marinha Portuguesa em colaboração com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o exercício funciona como um ambiente de testes para equipamentos aéreos, de superfície e submarinos.
Equipamentos
Nesta edição, mais de 300 sistemas marítimos não tripulados e 14 navios participam das atividades, segundo informações divulgadas pela Marinha Portuguesa.
Os equipamentos são avaliados em condições reais, permitindo observar autonomia, comunicação, integração de dados e capacidade de atuação conjunta.
O formato aproxima os desenvolvedores dos usuários que operarão as tecnologias no mar.
Em vez de limitar os testes a laboratórios, as equipes conseguem verificar como drones e embarcações autônomas respondem a ondas, interferências de comunicação e missões coordenadas com diferentes plataformas.
Embora o REPMUS tenha foco em defesa e segurança marítima, parte das tecnologias testadas pode alcançar aplicações civis.
Veículos autônomos já são utilizados no monitoramento ambiental, na inspeção de infraestrutura offshore, no levantamento do fundo do mar e em operações de busca e salvamento.
O exercício também revela uma mudança na indústria naval. A capacidade de um sistema deixa de depender apenas da plataforma e passa a incluir sensores, programas, comunicação e integração com outros equipamentos. Isso cria espaço para empresas de robótica, inteligência artificial e processamento de dados dentro da cadeia marítima.
Mais do que uma demonstração de protótipos, o REPMUS funciona como um laboratório sobre o futuro das operações no oceano.
O desafio será transformar os resultados dos testes em sistemas confiáveis, com regras claras de segurança e capacidade de operar ao lado de embarcações tripuladas.






