A temperatura média da superfície dos oceanos permaneceu acima dos recordes anteriores durante 100 dias consecutivos, segundo dados climáticos divulgados nesta semana.
A sequência começou em junho e reforça o alerta sobre a combinação entre o aquecimento global e a intensificação do El Niño.
Em agosto, a temperatura média da superfície do mar chegou a 21,07°C. O mês também igualou julho de 2023 entre os mais quentes já registrados em relação à temperatura do ar, ficando 1,65°C acima dos níveis pré-industriais.
Efeitos do aquecimento marinho
Os efeitos do aquecimento marinho vão além da elevação da temperatura. Ondas de calor no oceano podem provocar branqueamento de corais, deslocamento de espécies, queda na produtividade pesqueira e alterações na distribuição de nutrientes.
Comunidades costeiras que dependem da pesca, do turismo e da aquicultura estão entre as mais expostas.
A Organização Meteorológica Mundial prevê que o El Niño alcance grande intensidade até o fim de 2026 e permaneça ativo no início de 2027.
Embora seja um fenômeno natural, seus efeitos ocorrem agora sobre um oceano que já acumula calor em razão das mudanças climáticas.
Para a economia do mar, o recorde representa um risco operacional e produtivo. Pesca, turismo costeiro, infraestrutura portuária e seguros marítimos dependem de condições ambientais relativamente previsíveis, cada vez mais difíceis de encontrar.






