O Porto do Açu, em São João da Barra, no norte do Rio de Janeiro, planeja investir cerca de US$ 100 milhões na construção de um terminal dedicado à movimentação de grãos. O projeto deverá atender principalmente cargas de soja e milho produzidas em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
De acordo com informações do site Portos e Navios, a administração do complexo também procura um parceiro estratégico para participar do empreendimento. A intenção é incorporar uma empresa com experiência no mercado de grãos, capaz de contribuir para a operação do terminal e para a formação de uma carteira regular de clientes e cargas.
A nova instalação será exclusiva para produtos agrícolas, diferentemente do Terminal Multicargas do Açu (T-MULT), que movimenta diferentes tipos de mercadorias. Atualmente, o terminal está autorizado a operar granéis sólidos, cargas de projeto e veículos, com operações envolvendo produtos como bauxita e coque.
Porto busca maior presença no agronegócio
O investimento faz parte da estratégia de aproximação do Porto do Açu com as regiões produtoras do interior do país. A estrutura dedicada deve permitir maior produtividade no recebimento, armazenamento e embarque dos grãos, além de oferecer uma nova rota para o escoamento da produção destinada ao mercado internacional.
Localizado em um complexo privado de águas profundas, o Açu dispõe de capacidade para receber embarcações de grande porte. O empreendimento está em operação desde 2014 e reúne atualmente 30 empresas e 11 terminais privados, com atividades ligadas principalmente à mineração, ao petróleo, ao gás natural, à logística e à energia.
Para consolidar o novo corredor de exportação, entretanto, a infraestrutura marítima precisará estar conectada a soluções eficientes de transporte terrestre. A competitividade do terminal dependerá do custo e da previsibilidade do deslocamento dos grãos desde Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso até o litoral fluminense.
A busca por um parceiro estratégico mostra que o desafio vai além da construção física. O projeto precisará garantir escala, contratos de longo prazo e integração logística para disputar cargas com corredores já estabelecidos nos portos das regiões Sudeste, Norte e Nordeste.






