A empresa norueguesa Shearwater GeoServices utilizará veículos submarinos operados remotamente e movidos a eletricidade em um contrato de pesquisa no Mar do Norte. O projeto marcará o primeiro emprego comercial dos novos ROVs elétricos instalados pela companhia.
De acordo com o site Offshore Energy, a campanha terá duração prevista de sete semanas e utilizará a tecnologia de ocean bottom nodes — sensores posicionados no fundo do mar para registrar dados sísmicos. Os equipamentos ajudam a produzir imagens das estruturas geológicas abaixo do leito marinho e são utilizados em estudos relacionados à exploração offshore.
O navio SW Tasman será responsável pela operação dos ROVs e pela instalação dos sensores Pearl. A embarcação contará com o apoio do SW Gallien, que atuará como navio-fonte durante o levantamento.
Motores e atuadores alimentados por energia elétrica
Diferentemente dos sistemas hidráulicos tradicionais, os ROVs elétricos utilizam motores e atuadores alimentados por energia elétrica. Essa configuração pode reduzir a quantidade de componentes hidráulicos, simplificar a manutenção e oferecer maior controle dos movimentos durante o manuseio dos sensores no fundo do mar.
Segundo a Shearwater, a modernização pretende aumentar a confiabilidade e a eficiência de sua oferta integrada de levantamentos com sensores submarinos. O SW Tasman vem sendo utilizado como navio de ROV desde o início de 2024 e recebeu os novos equipamentos antes da campanha.
A eletrificação das ferramentas submarinas acompanha uma mudança mais ampla no mercado offshore, que busca reduzir consumo energético, tempo de manutenção e risco operacional. Embora o impacto ambiental dependa da fonte de energia utilizada pelo navio, sistemas elétricos podem diminuir perdas e tornar algumas tarefas subaquáticas mais precisas.
O primeiro contrato comercial permitirá avaliar o desempenho da tecnologia fora dos testes controlados. Caso os ganhos de eficiência sejam confirmados, os ROVs elétricos poderão ocupar mais espaço em levantamentos sísmicos, inspeções de dutos, parques eólicos offshore e outras atividades que exigem permanência prolongada em grandes profundidades.






