Um diagnóstico sobre a cadeia de minerais críticos e baterias no Brasil deverá ser concluído no início de 2027. O levantamento pretende identificar as reservas minerais, a capacidade de extração e os segmentos em que o país já compete ou ainda enfrenta obstáculos para desenvolver sua indústria. A projeção foi divulgada pelo blog de Miriam Leitão, de O Globo.
O trabalho integra um acordo de cooperação técnica entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Net Zero Industrial Policy Lab, da Universidade Johns Hopkins, e o Instituto E+ Transição Energética. A parceria prevê estudos e propostas de políticas públicas para fortalecer cadeias produtivas relacionadas a esses insumos.
Com foco inicial em baterias, a pesquisa vai avaliar a capacidade brasileira de participar das diferentes etapas industriais e de capturar uma parcela maior do valor gerado pelo setor. O objetivo é compreender as oportunidades que existem entre a exploração mineral e a fabricação de produtos utilizados na transição energética.
Refino, processamento e fabricação
A importância dessa avaliação está na diferença entre possuir recursos minerais e dominar sua transformação industrial. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), a concentração internacional da cadeia ocorre especialmente no refino, no processamento químico e na fabricação de materiais para baterias e tecnologias energéticas.
Para a economia do mar, uma possível expansão dessa indústria merece atenção pelo efeito sobre o planejamento logístico. Novas unidades produtivas podem criar necessidades de transporte, armazenagem e conexão com terminais portuários, tanto para o abastecimento quanto para o acesso a compradores internacionais.
Sob essa perspectiva, o diagnóstico poderá ajudar a discutir uma questão que vai além da mineração: quais condições industriais e logísticas o Brasil precisa reunir para transformar sua base mineral em produtos de maior valor agregado.






